Page Nav

HIDE

CAMPANHA TOPO

Artes marciais em escolas cívico-militares do DF transformam alunos e ajudam no combate à ansiedade

Projeto do Corpo de Bombeiros já beneficia centenas de jovens com jiu-jítsu, judô e karatê, promovendo disciplina, inclusão e melhora no desempenho escolar


Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), em parceria com a Secretaria de Educação (SEEDF), implementou aulas de artes marciais como atividade extracurricular em escolas cívico-militares do DF. A iniciativa, iniciada em 2023, já atende cerca de 320 estudantes em quatro unidades, com modalidades de judô, jiu-jítsu e karatê.

No Centro de Ensino Fundamental (CEF) 16 de Taguatinga, a aluna Rebeca Cizele Assunção, de 11 anos, conta que o projeto mudou sua vida. “No primeiro dia, já me apaixonei. Ajudou em várias coisas, como ter mais foco e parar de ter crise de ansiedade. Melhorei minhas notas, minha convivência e minha autoestima”, relatou. Para ela, o fato de a atividade ser gratuita amplia o acesso e abre novas oportunidades para os jovens.

As aulas, realizadas duas vezes por semana, têm em média 40 participantes por escola. O bombeiro e sensei Márcio Diogo Ferreira afirma que a proposta busca justamente os alunos mais indisciplinados, por entender que são os que mais precisam de apoio. “Temos jovens que começaram com problemas no colégio ou fora dele e conseguiram se disciplinar para continuar no projeto. Isso mostra a força de transformação social que o esporte tem”, destacou.

O estudante Murilo Stroisner, de 13 anos, diagnosticado com autismo e TDAH, também é exemplo dessa mudança. “É muito legal participar, aprender autodefesa e fazer parte de uma turma. Hoje tenho mais responsabilidade e prazer em fazer as coisas”, contou. Sua mãe, Nayara Marra Pinho, confirma o impacto: “Ele está mais calmo, disciplinado, focado e até as notas melhoraram. O projeto ajudou muito na socialização e na forma como ele se relaciona com os outros”.

De acordo com o tenente-coronel Luciano Antunes Paz, coordenador geral do programa, o objetivo é atender alunos em situação de vulnerabilidade e desenvolver tanto a parte esportiva quanto social. “No tatame eles aprendem hierarquia, respeito e controle emocional. Isso reflete na vida deles e, além de formar cidadãos melhores, também sonhamos em revelar futuros campeões olímpicos”, disse.

A diretora do CEF 16, Rosane Bornelas Ribeiro, ressalta que as aulas no contraturno reduzem a ociosidade e afastam os jovens de influências negativas. “Já sentimos os efeitos positivos na disciplina e no comportamento. O esporte é vida e, oferecido de forma gratuita dentro da escola, se torna ainda mais valioso”, concluiu.

Com informações de Agência Brasília.

Nenhum comentário

Campanha