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Biólogo do GDF explica como agir ao se deparar com animal silvestre em área urbana

Pedidos de resgate feitos ao Brasília Ambiental já cresceram quase 30% em 2025; especialista alerta para não tocar nos animais e acionar os canais oficiais


O número de ocorrências envolvendo animais silvestres em áreas urbanas tem aumentado no Distrito Federal. Apenas até agosto deste ano, a Ouvidoria do Instituto Brasília Ambiental registrou 45 pedidos de manejo ou resgate — um crescimento de 28,57% em relação ao total de 2024, quando foram 35 solicitações.

Segundo o biólogo Thiago Silvestre, do Brasília Ambiental, a orientação em casos que envolvam espécies de médio ou grande porte, como capivaras, onças-pardas, lobos-guarás, ouriços-cacheiros ou cobras venenosas, é acionar imediatamente o 190. “A Polícia Militar Ambiental fará o resgate, garantindo a proteção do animal e das pessoas”, reforça.

Para situações em que animais façam ninhos em telhados ou se instalem próximos às residências, o recomendado é entrar em contato direto com o Brasília Ambiental pelo e-mail fauna@ibram.df.gov.br
 ou pelo WhatsApp (61) 99187-3064. Também é possível solicitar vistoria técnica pelo site www.harpia.ibram.df.gov.br
, mediante protocolo de requerimento.

Thiago orienta que, após a saída dos animais, os moradores higienizem o local e fechem as entradas com telas ou espuma expansiva, a fim de evitar novas ocorrências. No caso de primatas em áreas residenciais, podar galhos próximos e instalar telas nas janelas ajudam a impedir o acesso.

O biólogo atribui o aumento nos pedidos de resgate à maior conscientização da população. “As pessoas estão mais atentas, respeitam a fauna e procuram agir corretamente. Isso fortalece a preservação ambiental e a valorização da importância ecológica desses animais”, afirma.

Entre as espécies mais registradas neste ano estão saguis, saruês, capivaras, urubus, maritacas, morcegos e até o caracol-gigante-africano — considerado invasor e transmissor de doenças.

A recomendação é nunca tentar capturar ou alimentar animais silvestres. “Mesmo feridos, eles podem reagir com mordidas ou arranhões. Além disso, oferecer comida, de forma intencional ou por deixar ração de pets acessível, aumenta os riscos de interação indesejada”, alerta Thiago.

Ele ainda destaca que a expansão urbana e a redução das áreas verdes favorecem a presença desses animais nas cidades, em busca de alimento e abrigo. “A convivência será cada vez mais comum. Por isso, é fundamental agir com respeito e informação para proteger tanto a população quanto a fauna silvestre”, conclui.

Com informações da Agência Brasília

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