Hospital de ensino recebe cerca de 6 mil alunos por ano e mantém residências médicas com alto índice de aprovação
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| Sandro Araújo/Agência Saúde |
O Hospital Regional da Asa Norte é um dos principais pilares da formação em saúde no DF. Certificado como hospital de ensino pelos ministérios da Educação e da Saúde, o Hran atua como celeiro de talentos ao receber, anualmente, cerca de 6 mil estudantes de graduação, pós-graduação e residências multiprofissionais.
“Somos por natureza um centro formador de especialistas. A residência médica ainda é o padrão-ouro para a formação e o Hran tem essa particularidade de ser pioneiro e exclusivo em diversas áreas”, destaca Adriano Guimarães, supervisor do programa de residência em cirurgia do aparelho digestivo da unidade.
No DF, o Hran é o único hospital a formar especialistas em cirurgia plástica para atuação no Sistema Único de Saúde e também se destaca por ser exclusivo na formação de especialistas em procedimentos do aparelho digestivo. Em 2025, a unidade ampliou seu portfólio com a criação da residência em medicina do sono, vinculada à pneumologia.
Levantamento recente realizado no hospital aponta alto índice de satisfação entre os residentes: 90% recomendam o programa cursado. O dado se contrapõe à média nacional, marcada pela migração de profissionais em formação para o setor privado.
“Isso é motivo de muito orgulho. Significa que o profissional, além de sair com formação exemplar e ser disputado pelo mercado, reconhece o serviço do hospital como de excelência e quer retribuir à rede pública”, afirma Adriano Guimarães. Segundo ele, a maioria dos residentes manifesta o desejo de atuar no SUS após a conclusão da formação.
A atuação do Hran também é estratégica para suprir áreas com déficit de profissionais, como a anestesiologia. A formação de mão de obra qualificada contribui para recompor quadros defasados e fortalecer a saúde pública. A ampliação das vagas de residência é apontada como uma política essencial para esse objetivo.
Outro pilar da formação no hospital é o incentivo à pesquisa científica. Todos os residentes têm a obrigatoriedade de publicar ao menos um trabalho ao longo do curso, sendo comum que muitos concluam a residência com até cinco publicações científicas.
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