Hospital ampliou atendimentos, qualificou equipes e fortaleceu a humanização do cuidado às gestantes e puérperas no DF
Segurança, humanização e qualificação da assistência marcaram a atenção materno-infantil do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) em 2025. Administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), a unidade adotou ações estruturantes que ampliaram a eficiência assistencial, reforçaram a segurança das pacientes e consolidaram o cuidado humanizado como eixo central do atendimento a gestantes e puérperas.
Entre os principais resultados do ano está a redução de 41% no tempo médio entre a retirada da senha e o atendimento médico no Centro Obstétrico. A mudança impactou diretamente a experiência das usuárias e garantiu maior agilidade no cuidado, especialmente em situações de risco. Em 2025, o hospital realizou 26.203 atendimentos de urgência e emergência obstétrica, número superior aos 22.500 registrados em 2024, mantendo o tempo de espera controlado e sem prejuízo à qualidade da assistência.
Os avanços também se refletiram no perfil dos partos realizados na unidade. Em 2024, foram contabilizadas 1.969 cesarianas e 1.878 partos normais. Já em 2025, até novembro, o HRSM registrou 1.697 cesarianas e 1.721 partos normais, demonstrando equilíbrio entre as vias de parto e alinhamento com práticas assistenciais voltadas à segurança e à humanização.
Para a gerente da maternidade, Ivonete Rodrigues, os resultados são fruto de planejamento e do trabalho integrado das equipes. “Cada melhoria implementada foi pensada a partir da realidade do serviço e das necessidades das pacientes. Nosso objetivo é garantir um atendimento seguro, ágil e humanizado, desde a chegada à unidade até o pós-parto”, afirma.
Outro avanço relevante foi a implementação de um novo fluxo assistencial para casos de maior gravidade. Após a primeira consulta médica, as pacientes passaram a receber as demais doses de medicação diretamente, sem necessidade de aguardar novo atendimento médico, retornando apenas em caso de intercorrências ou ao final do tratamento. A medida trouxe mais agilidade às condutas e contribuiu para a segurança clínica. Também foi criada uma estratégia específica para o manejo de intercorrências durante consultas ambulatoriais, otimizando o fluxo do pronto atendimento obstétrico.
A reorganização das equipes foi um dos pilares das melhorias em 2025. Somente no primeiro semestre, foram contratados 19 ginecologistas obstetras, totalizando 74 profissionais. Segundo Pollyane Nobre, a equipe de enfermagem também foi ampliada, com 80% dos enfermeiros especializados em ginecologia e obstetrícia, enquanto os demais possuem formação em neonatologia, atuação generalista ou perfil emergencista.
A assistência às gestantes e puérperas contou com equipe multiprofissional integrada, formada por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos e assistentes sociais. O HRSM consolidou-se ainda como referência ao ser o único hospital do DF, das redes pública e privada, a oferecer fisioterapeutas especialistas em saúde da mulher 24 horas por dia, acompanhando as pacientes desde o pré-natal de alto risco até o pós-parto.
O cuidado humanizado ganhou protagonismo com a atuação dos enfermeiros navegadores, que acompanharam as pacientes durante toda a internação, promovendo acolhimento, orientação e integração entre os diferentes pontos da linha de cuidado. Também houve iniciativas voltadas ao acolhimento de familiares e acompanhantes, com abordagens psicossociais e reuniões sempre que necessário.
Em setembro, foi inaugurado o Espaço Terapêutico dentro do Centro Obstétrico, implantado pelo IgesDF. O novo ambiente substituiu áreas improvisadas e passou a oferecer às gestantes e familiares um espaço calmo, arejado e acolhedor, contribuindo para o bem-estar emocional durante a internação.
Ao longo do ano, o hospital implantou o Net Promoter Score (NPS) como ferramenta de apoio às estratégias de melhoria contínua e avançou na adoção das práticas da Iniciativa Hospital Amigo da Mulher e da Iniciativa Hospital Amigo da Criança, baseadas em evidências científicas e no respeito aos direitos humanos. O HRSM também encerra 2025 com avanços nos protocolos assistenciais, incluindo a fase final de publicação do Protocolo de Parto e Nascimento Seguro, reafirmando o compromisso com uma assistência segura, qualificada e centrada na mulher.
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