Pagamento deve alcançar até R$ 41 bilhões e beneficiar 1,6 milhão de clientes com valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ
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| Divulgação/Banco Master |
Os cerca de 1,6 milhão de investidores do Banco Master, liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro, devem começar a receber os valores devidos pelo Fundo Garantidor de Crédito até o final desta semana ou, no mais tardar, no início da próxima. O montante total a ser pago chega a R$ 41 bilhões, o equivalente a aproximadamente um terço do caixa atual do FGC, estimado em R$ 120 bilhões.
Cada investidor com direito à cobertura poderá receber até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. A operação é a maior liquidação de uma instituição financeira já registrada no país. Até então, o maior desembolso do FGC havia ocorrido em 1997, com a quebra do Bamerindus, quando foram devolvidos cerca de R$ 20 bilhões, em valores atualizados.
A lista de investidores foi encaminhada ao FGC na semana passada e passa por uma checagem final para esclarecimento de eventuais inconsistências junto ao interventor do Banco Master, a empresa EFB Regimes Especiais de Empresas, sob responsabilidade de Eduardo Félix Bianchini. Concluída essa etapa, os pagamentos serão liberados.
Em processos anteriores, o prazo médio para pagamento foi de cerca de 30 dias. No caso do Master, porém, o volume elevado de investidores fez com que o processo se estendesse, e a liquidação completa dois meses no próximo domingo.
Os investidores com CDBs do banco já foram comunicados pelas instituições onde realizaram as aplicações sobre a liquidação do banco controlado por Daniel Vorcaro. Apesar disso, o ressarcimento não ocorre de forma automática e exige cadastro prévio.
Segundo o FGC, pessoas físicas devem se cadastrar no aplicativo oficial da entidade, informando dados pessoais, criando uma senha, realizando biometria e indicando uma conta bancária de mesma titularidade para o recebimento. Também será necessária a assinatura digital para confirmar a solicitação. O fundo alerta para o risco de golpes e reforça que não entra em contato solicitando dados sigilosos.
No caso de pessoas jurídicas, o pedido deve ser feito pelo Portal do Investidor, no site do FGC, pelo responsável legal da empresa. O pagamento será realizado em conta corrente ou poupança vinculada ao mesmo CNPJ, mediante envio das informações e documentos solicitados.
Não há ordem de pagamento baseada no valor investido. Quem concluir o cadastro primeiro tende a receber antes. Os valores serão pagos com correção de juros até a data da liquidação, em 18 de novembro, sem atualização pela Selic ou inflação após esse período.
O FGC garante aplicações de renda fixa, como poupança, depósitos em conta corrente, CDBs, RDBs, LCIs, LCAs, Letras Hipotecárias e Letras de Câmbio.

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