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BRB em jogo na CLDF: deputados decidem futuro do banco e de programas sociais no DF

Projeto de aporte de capital enviado pelo GDF garante continuidade de benefícios como DF Social, Cartão Prato Cheio e Cartão Gás, além de proteger mais de 4.500 empregos


Carlos Gandra/CLDF
Na próxima terça-feira, os 24 deputados da Câmara Legislativa do DF (CLDF) votarão um projeto decisivo para o futuro do Banco de Brasília (BRB). A proposta, encaminhada pelo GDF, solicita autorização para aporte de capital na instituição financeira. A medida é apontada como essencial para assegurar a solidez dos indicadores do banco, manter serviços estratégicos e preservar milhares de empregos no Distrito Federal.

A aprovação do projeto vai além de uma formalidade administrativa. O reforço de capital é considerado fundamental para garantir a continuidade das operações do principal agente financeiro do GDF, responsável por viabilizar políticas públicas que impactam diretamente a vida de milhões de brasilienses.

Entre os programas operados com apoio do BRB estão o DF Social, que paga auxílio mensal de R$ 150 a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único, o Cartão Prato Cheio, voltado à segurança alimentar, e o Cartão Gás, destinado à compra de botijão por famílias em situação de vulnerabilidade. Também está incluído o programa de Apoio à Proteção dos Animais, aprovado pela própria CLDF, que destina recursos a protetores e organizações de cães e gatos, tendo o BRB como agente pagador.

Além da execução dos pagamentos, o banco facilita o agendamento de benefícios sociais em suas agências, contribuindo para reduzir filas nos CRAS. Em 2025, a instituição ainda lançou o Prêmio BRB de Impacto Social, com foco no incentivo a iniciativas de sustentabilidade e desenvolvimento social no DF.

O debate ocorre em meio a questionamentos envolvendo o caso Master, que está sob investigação do Banco Central. No entanto, a discussão em pauta na CLDF trata especificamente da estrutura de capital do banco. O projeto apresentado pelo acionista controlador segue as normas do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central do Brasil, segundo o governo.

A rejeição do aporte pode gerar impactos significativos, incluindo risco à manutenção dos programas sociais e aos empregos de mais de 4.500 funcionários da instituição. Para defensores da proposta, transformar a votação em embate político coloca em segundo plano o interesse público e a estabilidade de um banco que há décadas atua como instrumento de inclusão financeira e desenvolvimento econômico no DF.

Partidos como PT, PSOL e PSB têm adotado posição contrária ao projeto, intensificando críticas à instituição. Para apoiadores do aporte, essa postura representa uma estratégia de desgaste que pode trazer consequências diretas para a população que depende dos serviços do banco e para os trabalhadores da instituição.

Diante do cenário, a expectativa recai sobre a responsabilidade dos parlamentares distritais em avaliar os impactos concretos da decisão. O voto na próxima semana poderá definir não apenas o futuro do BRB, mas também a continuidade de políticas públicas consideradas essenciais para milhares de famílias do Distrito Federal.

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