SES-MG orienta população sobre como eliminar remédios vencidos ou em desuso de forma segura
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| Carol Souza / SES-MG |
Remédios vencidos guardados em gavetas, caixas abertas no armário ou comprimidos que sobraram de um tratamento fazem parte da rotina de muitas pessoas e ainda geram dúvidas no momento do descarte. Para evitar riscos à saúde e a contaminação do meio ambiente, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG orienta a população sobre a forma correta de descartar medicamentos vencidos ou em desuso.
Os medicamentos são essenciais para o tratamento e controle de doenças, mas o descarte inadequado pode causar prejuízos tanto à saúde quanto ao meio ambiente. Jogar remédios no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário pode contaminar o solo e a água, além de representar riscos para pessoas e animais.
De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, os medicamentos contêm substâncias químicas e biológicas que exigem cuidado especial. Segundo ele, esses produtos não devem ser descartados em lixo comum, vasos sanitários ou mananciais, como rios e córregos, pois o descarte incorreto pode contaminar lençóis freáticos e comprometer a qualidade da água que abastece a população.
Dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) apontam que Minas Gerais descarta, em média, mais de 11 mil quilos de medicamentos vencidos por ano. Para reduzir esse impacto, a SES-MG atua em parceria com a Semad, o Conselho Regional de Farmácia e entidades do setor para fortalecer a logística reversa de medicamentos, sistema que garante a destinação ambientalmente adequada desses resíduos.
A logística reversa é o procedimento indicado para o descarte correto de medicamentos vencidos e funciona de forma simples. O cidadão deve levar os remédios até pontos de coleta apropriados, como farmácias, drogarias, Unidades Básicas de Saúde e hospitais. Esses locais recebem e armazenam o material com segurança até que empresas especializadas façam a coleta e o transporte para a destinação final, que ocorre por meio de incineração ou coprocessamento, processos que asseguram a eliminação dos resíduos sem danos ao meio ambiente.
Segundo Prosdocimi, as distribuidoras recolhem os medicamentos nos pontos de coleta e encaminham aos fabricantes ou importadores, que são responsáveis pela destinação final correta, em conformidade com as normas ambientais. O sistema contempla medicamentos de uso humano, industrializados ou manipulados, que estejam vencidos ou fora de uso.
Em Minas Gerais, os pontos de coleta podem ser consultados nas prefeituras, diretamente em farmácias e drogarias, públicas ou privadas, além das informações disponíveis junto à Semad, que reúne a lista de empresas participantes do Sistema de Logística Reversa.

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