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Programa reduz em até 80% o tempo de espera por atendimento oncológico no DF

Iniciativa do GDF acelera consultas, exames e tratamentos e já beneficiou milhares de pacientes na rede pública


Sandro Araújo/Agência Saúde DF
Cristiane Rosa, de 47 anos, conhece de perto os desafios enfrentados por quem recebe um diagnóstico de câncer de mama. Diagnosticada em abril de 2022, ela iniciou o tratamento no mesmo ano e, em 2023, passou por uma mastectomia com reconstrução imediata na rede pública. Atualmente em acompanhamento, Cristiane relata sentir na prática os efeitos do programa “O câncer não espera. O GDF também não”, que trouxe mais agilidade no acesso a consultas e exames.

“Graças ao projeto do governo do DF, consigo fazer meus exames com muita agilidade. Preciso passar por verificações complexas que, hoje, são marcadas rapidamente. Isso me dá segurança para continuar o acompanhamento”, afirma.

Os relatos dos pacientes são confirmados pelos dados do sistema de regulação da Secretaria de Saúde do DF. Em 2025, o tempo médio de espera para a primeira consulta oncológica caiu de 81 para 16 dias, uma redução de cerca de 80%. Já o acesso à radioterapia ficou 70% mais rápido, passando de 87 para 26 dias. Desde o início do programa, mais de 4,6 mil pacientes já foram atendidos, com aproximadamente 3 mil em tratamento.

No Dia Mundial do Câncer, celebrado nesta quarta-feira (4), a Secretaria de Saúde destacou os avanços alcançados pelo projeto ao longo do último ano. Criada em julho de 2025, a iniciativa reúne ações de prevenção, diagnóstico precoce e aceleração do início do tratamento, com foco na redução da fila por atendimento oncológico no DF.

Para o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, os resultados demonstram o impacto direto das medidas adotadas. “Cada dia de espera faz diferença para quem enfrenta um diagnóstico de câncer. Esses números mostram que estamos avançando e reforçam o nosso compromisso em ampliar o acesso, reduzir filas e qualificar o cuidado em toda a rede”, afirma.

A diminuição do tempo de espera está relacionada à ampliação da capacidade de atendimento na rede pública, aliada à contratação de serviços complementares. Com mais vagas disponíveis e melhor organização do fluxo assistencial, foi possível identificar pacientes que aguardavam na fila e encaminhá-los com maior rapidez para o início do tratamento.

O programa conta com uma estrutura reforçada em todas as regiões do DF e também atende moradores do Entorno com diagnóstico confirmado. Os tipos de câncer mais frequentes entre os pacientes acompanhados são próstata, mama, cólon e pulmão, com maior incidência na faixa etária entre 55 e 70 anos.

Após a inclusão na fila de regulação para a primeira consulta, o paciente é contatado pela Central de Regulação do DF e passa por uma triagem oncológica. Em seguida, inicia o tratamento em uma das unidades habilitadas. Todo o processo ocorre de forma contínua, com acompanhamento em todas as etapas — exames, cirurgias, quimioterapia e radioterapia — e retorno posterior à Unidade Básica de Saúde, conforme a evolução clínica.

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