Serviço da SES-DF acompanha pacientes crônicos em todas as regionais e ajuda a reduzir internações hospitalares
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| Matheus Oliveira/Agência Saúde DF |
A Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) mantém atuação em diferentes frentes, seja nas unidades próprias, nas ruas ou diretamente na residência dos pacientes. Um dos principais exemplos é o serviço de atenção domiciliar, que substitui a internação hospitalar de pessoas com doenças crônicas e garante cuidado humanizado no ambiente familiar. Somente em 2025, foram contabilizados 70,5 mil atendimentos domiciliares em todo o DF.
As visitas incluem ações de prevenção de agravos, promoção da saúde, reabilitação, tratamento e cuidados paliativos realizados no domicílio. Podem receber o atendimento pacientes totalmente acamados, que utilizem dispositivos de ostomia ou apresentem úlcera por pressão, conhecidas como escaras.
Presente em todas as regionais de saúde do DF, o serviço está vinculado ao programa Melhor em Casa, do Ministério da Saúde. De acordo com a chefe do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar da Região de Saúde Centro-Sul, Andréia Brasil, a iniciativa permite que o paciente retorne para casa e continue recebendo suporte hospitalar. “A atenção domiciliar existe em todas as regionais do DF e é ligada ao programa Melhor em Casa, do Ministério da Saúde. Com essas ações, o paciente volta a seu lar e continua recebendo todo o suporte do hospital, só que em casa”, explica.
Segundo a gestora, o modelo fortalece o cuidado direcionado não apenas ao paciente, mas também aos familiares e cuidadores, além de contribuir para evitar reinternações e otimizar os recursos da SES-DF.
O Núcleo Regional de Atenção Domiciliar (Nrad) conta com equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. “Todos são aliados no plano terapêutico para melhorar o quadro de pacientes crônicos, que de outra forma ficariam longos períodos internados num leito ou mesmo em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI)”, assegura Andréia Brasil.
Atualmente, o Nrad da Região Centro-Sul acompanha 118 pacientes em dez regiões administrativas: Candangolândia, Estrutural, Guará I, Guará II, Park Way, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) e Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA). O superintendente da Região de Saúde Centro-Sul, Ronan Garcia, ressalta a importância do serviço. “O serviço prestado por essa equipe é essencial para a população. Nós percebemos que o acolhimento de excelência gera efeitos positivos na recuperação dos pacientes, na menor duração das internações e no tempo de giro dos leitos”, avalia.
Para Regina Cunha, de 54 anos, o atendimento domiciliar representa segurança e apoio no cuidado com a filha Nicole, de 23. Desde os nove meses de idade, Nicole enfrenta crises de epilepsia que resultaram em sequelas neurológicas irreversíveis. Há cerca de um ano, precisou passar por uma gastrostomia e passou a ser acompanhada pela equipe do Nrad.
“A equipe do Nrad sempre foi muito importante para mim. Os profissionais vieram e me ensinaram a proceder no dia a dia da Nicole. Eu só tenho a agradecer. Quando eles chegam para examinar a minha filha, fico aliviada”, relata Regina.
O acesso ao serviço pode ocorrer durante a internação hospitalar ou por meio da atenção primária. No primeiro caso, a equipe da unidade de saúde preenche formulários específicos e encaminha o paciente ao Nrad responsável, que avalia se os critérios do programa são atendidos. Já na atenção primária, o paciente permanece em casa sob responsabilidade da equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS), que também realiza o encaminhamento mediante documentação padronizada.
Após a análise técnica e a confirmação dos critérios, o paciente é incluído no serviço e passa a contar com um plano terapêutico individualizado, elaborado pela equipe multidisciplinar.

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