Projeto urbanístico prevê mais de mil lotes, moradias, comércio, serviços e equipamentos públicos em área estratégica do DF
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O Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF (Conplan) aprovou, nesta sexta-feira (13), o projeto urbanístico de parcelamento do solo denominado Centro Urbano do Jardim Botânico. A proposta dará origem a uma nova área urbana planejada na Região Administrativa do Jardim Botânico, com capacidade estimada para abrigar cerca de 92 mil moradores.
O projeto foi apresentado pela Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) e aprovado tecnicamente pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF). O plano prevê a implantação de 1.002 lotes urbanos destinados a usos residenciais, comerciais, de serviços e também de uso misto.
Segundo o presidente da Terracap, Izidio Santos Junior, a aprovação representa um passo importante para o ordenamento territorial da capital. “A aprovação de um projeto urbanístico como este, em estrita observância aos requisitos e ao rito legal, é o caminho para garantir o ordenamento adequado do território”, destacou.
O empreendimento ocupará uma área total de 7.721.817,49 metros quadrados, localizada entre as rodovias DF-001, DF-140 e BR-251. A proposta também inclui espaços para equipamentos públicos, lotes institucionais e áreas livres destinadas ao uso da população.
De acordo com a Terracap, o projeto está alinhado às diretrizes do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot), que busca promover uma ocupação urbana integrada, com moradia associada a comércio e serviços. Quando totalmente implantado, o empreendimento poderá viabilizar cerca de 29,6 mil unidades habitacionais.
Para a conselheira Ivelise Longhi, representante do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico do DF (Codese), o projeto representa um avanço esperado há anos para a região. “Esse é um projeto de grande importância porque tira do papel um planejamento que vem sendo discutido há décadas e que já previa setores habitacionais nessa região. Com a implantação do centro urbano, o Jardim Botânico começa, de fato, a se consolidar como um setor habitacional mais completo, com diferentes atividades e serviços”, afirmou.
O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz, também destacou o trabalho técnico envolvido na elaboração do projeto. “Parabenizo a equipe da Terracap pela condução do processo e também a nossa equipe da Seduh, em especial a Subsecretaria de Parcelamentos, pelo trabalho realizado. É um projeto grande e complexo, que exigiu muito empenho técnico. Neste caso, de fato, podemos afirmar que estamos aprovando um novo bairro para o DF”, disse.
Do total de lotes previstos, 328 serão destinados a residências unifamiliares, 107 a empreendimentos residenciais multifamiliares e 479 a áreas de uso misto, que permitem a combinação de moradia com atividades comerciais e de serviços. Outros 55 lotes serão destinados exclusivamente a atividades comerciais, industriais e de prestação de serviços.
O projeto também reserva 16 lotes institucionais e 17 lotes institucionais voltados a equipamentos públicos. Entre os usos previstos estão escolas, creches, unidades básicas de saúde, postos de segurança pública, centros comunitários e equipamentos culturais.
A criação do novo centro urbano tem como objetivo ampliar a infraestrutura e a oferta de atividades econômicas no Jardim Botânico, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outras regiões do DF.
Outro ponto central do planejamento é a mobilidade. O sistema viário do novo bairro foi projetado para se integrar às rodovias do entorno, especialmente à DF-140, além de contar com vias locais voltadas à circulação interna.
O projeto também passou pela análise dos órgãos ambientais competentes, incluindo a aprovação do estudo ambiental pelo Conselho do Meio Ambiente do DF (Conam).
Com a aprovação pelo Conplan, a próxima etapa será a apresentação do projeto urbanístico executivo pela Terracap, que será analisado pela Seduh-DF antes da aprovação final por decreto e publicação no Diário Oficial do DF. Após a publicação, a companhia terá prazo de 180 dias para solicitar a licença urbanística e realizar o registro cartorial do empreendimento.

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