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Passe Livre Especial já beneficia mais de 57 mil pessoas no DF com transporte público gratuito

Programa garante mobilidade sem custo para pessoas com deficiência e doenças crônicas, com milhares de solicitações registradas em 2025


 Divulgação/BRB
O acesso gratuito ao transporte público para pessoas com deficiência e doenças crônicas segue ampliando o alcance no DF. Atualmente, 57.639 beneficiários utilizam o Passe Livre Especial, que assegura deslocamento sem custo no sistema de transporte da capital.

Somente em 2025, o programa registrou 28.338 solicitações, sendo 8.716 novos pedidos e 19.622 recadastramentos, etapa obrigatória para manutenção do benefício.

De acordo com o secretário da Pessoa com Deficiência, Willian Ferreira da Cunha, o Passe Livre Especial é uma ferramenta essencial para garantir cidadania. “Quando asseguramos a mobilidade, ampliamos também o acesso a direitos fundamentais, como saúde, educação, trabalho e participação social”, afirma. Ele também destaca que o critério de renda deixou de ser exigido, reforçando que o direito de ir e vir não deve depender da condição financeira. “O passe livre se torna, portanto, um verdadeiro ponto de conexão social, permitindo que a pessoa com deficiência circule pela cidade e exerça plenamente sua cidadania”, completa.

O benefício é destinado a pessoas com deficiência física, sensorial ou mental, além de pacientes com doenças crônicas, como insuficiência renal e cardíaca, câncer, HIV, anemias congênitas — como falciforme e talassemia — e distúrbios de coagulação, como a hemofilia.

O cartão permite até oito acessos diários ao transporte público. Nos casos em que há necessidade de acompanhante, esse limite pode chegar a 16 utilizações por dia.

O uso é individual e deve seguir as regras do programa. O empréstimo a terceiros, venda do benefício ou utilização indevida podem levar à suspensão após apuração administrativa.

A solicitação pode ser feita de forma online, por meio do Sistema Passe Livre. O interessado deve preencher o cadastro e anexar documentos como laudo médico emitido por profissional registrado no DF, documento de identificação, CPF e comprovante de residência atualizado. Após análise, o laudo passa por avaliação de um médico da Secretaria da Pessoa com Deficiência.

Com a aprovação, o cartão é emitido e disponibilizado para retirada em local indicado ao beneficiário. Também há atendimento presencial em posto da BRB Mobilidade, na Estação 112 Sul do metrô.

A digitalização do processo tem reduzido a necessidade de atendimento presencial e ampliado o acesso ao serviço, embora o prazo de emissão continue condicionado à análise documental e médica.

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