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Receita do GDF cresce quase 10% em 2025 e supera R$ 38,5 bilhões

Dados apresentados à CLDF mostram aumento na arrecadação e cumprimento das metas fiscais previstas para o ano


Mateus Oliveira/Seec-DF
O GDF registrou crescimento de 9,14% nas receitas correntes em 2025, alcançando R$ 38,5 bilhões, frente aos R$ 34,2 bilhões registrados no ano anterior. Quando consideradas apenas as receitas de capital, provenientes de operações de crédito e alienação de bens, o resultado foi ainda mais expressivo, com aumento superior a 90%.

No total, a arrecadação do GDF em 2025 apresentou alta de 9,87%, sendo a maior parte proveniente de receitas correntes, como impostos, taxas e contribuições. Os dados referentes ao terceiro quadrimestre foram apresentados nesta quarta-feira (11) a deputados distritais durante audiência pública na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da CLDF por gestores e técnicos da Secretaria de Economia (Seec-DF). A reunião foi conduzida pelo presidente da comissão, deputado Eduardo Pedrosa.

Entre os tributos, a maior arrecadação veio do ICMS, que somou cerca de R$ 12,6 bilhões, crescimento de 7,52% em relação aos R$ 11,4 bilhões registrados em 2024. O IPVA também apresentou aumento semelhante, com alta de 7,12%, enquanto o IPTU teve crescimento nominal de 2,82%.

O único imposto que apresentou queda foi o ITBI, cobrado na transferência de imóveis, que registrou retração de 22,83% no período.

A arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), descontado diretamente dos salários pagos pelo próprio governo e suas autarquias, alcançou R$ 5,6 bilhões em 2025, contra R$ 4,5 bilhões em 2024, representando crescimento de 14,65%.

O secretário-executivo de Finanças, Orçamento e Planejamento da Seec-DF, Thiago Rogério Conde, destacou que todas as metas fiscais foram cumpridas no período. Segundo ele, o governo segue atento à gestão das contas públicas e mantém medidas de controle de despesas.

Entre as ações adotadas, está um decreto editado no início do ano pelo governador Ibaneis Rocha que estabeleceu limites mensais de gastos para os órgãos do governo, além da exigência de autorização prévia da Secretaria de Economia para determinadas despesas e renegociação de contratos.

No campo das transferências correntes da União, houve redução de 5,42% entre janeiro e dezembro. O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) apresentou queda de 14,28%, enquanto o Salário Educação registrou redução de 30,94%. Já o Fundo de Participação dos Estados (FPE), do qual o DF também participa, teve aumento de 9,38%. Os repasses destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) cresceram 15,90%.

As despesas correntes, incluindo pessoal e encargos sociais, tiveram aumento de 7,26%. Por outro lado, os juros e encargos da dívida do DF apresentaram redução de 1,35%. No total, as despesas do GDF em 2025 cresceram 8,89%, passando de R$ 37,2 bilhões para R$ 40,4 bilhões.

O relatório fiscal também confirmou o cumprimento das metas estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O resultado primário do exercício superou a meta prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e os investimentos mínimos constitucionais em áreas essenciais foram atendidos.

Na educação, o DF aplicou mais de 25% da receita vinculada, ultrapassando o mínimo exigido por lei. Na área da saúde, os gastos também ficaram acima do piso constitucional.

Os dados foram apresentados pelo contador-geral do DF, Alisson Lira da Rocha. Também participaram da audiência o secretário-executivo substituto de Finanças, Orçamento e Planejamento, André Moreira Oliveira, e o subsecretário do Tesouro, Fabrício de Oliveira Barros.

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