Taxa de 7,9% está abaixo da média nacional de 12,3%; em 2024, mais de 2,3 mil adolescentes deram à luz no Distrito Federal
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| Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF |
O Distrito Federal registra a menor proporção de gestações na adolescência entre todas as unidades da federação. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2022, 7,9% dos nascimentos na capital foram de mães adolescentes, índice bem abaixo da média nacional, de 12,3%.
De janeiro a setembro deste ano, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) contabilizou 1.643 partos de jovens entre 15 e 19 anos e 42 de meninas de 10 a 14 anos. Em 2024, os registros somaram 2.352 partos na faixa de 15 a 19 anos e 88 entre 10 e 14 anos.
Para conscientizar sobre os riscos de uma gestação precoce e seus impactos sociais, familiares e de saúde, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) realiza a Semana Latino-Americana de Prevenção da Gravidez na Adolescência.
Diferenças regionais
A responsável pela área técnica de Saúde da Mulher na Atenção Primária à Saúde (APS) da SES-DF, Viviane Albuquerque, destacou que os índices do DF se aproximam dos observados em países europeus, mas ressaltou desigualdades internas:
“Os pontos onde há mais casos de gravidez na adolescência são justamente aqueles em que há maiores índices de pobreza e vulnerabilidade da população”, afirmou.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mães adolescentes representam 11% de todos os nascimentos no mundo, mas concentram 23% da carga geral de doenças relacionadas à gravidez e ao parto. Além disso, a taxa de natimortalidade é 50% maior entre adolescentes em comparação com mães acima de 20 anos.
Rede de prevenção e atendimento
No DF, a prevenção da gravidez precoce é trabalhada principalmente pelo Programa Saúde na Escola (PSE), em parceria com a Secretaria de Educação, além dos atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Nessas unidades, adolescentes a partir de 12 anos podem buscar orientação e acesso gratuito a métodos contraceptivos, como preservativos, anticoncepcionais orais e injetáveis e o dispositivo intrauterino (DIU).
Jovens estão se protegendo menos
Pesquisas recentes mostram queda no uso de preservativos entre adolescentes. Estudo da OMS em países europeus apontou que, entre 2014 e 2022, o uso por meninos caiu de 70% para 61%, e entre meninas, de 63% para 57%. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 já indicava que apenas 22,8% dos entrevistados usavam camisinha em todas as relações sexuais.
Para estimular a prevenção, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição gratuita de novos modelos de preservativos — texturizados e ultrafinos — que já estão disponíveis nas UBSs do DF. A retirada é livre, sem necessidade de documentos ou limite de quantidade.
Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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