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PF apura possível uso de influenciadores para atacar Banco Central após liquidação do Banco Master

Investigação busca esclarecer se houve contratação e financiamento de campanhas coordenadas contra autoridades e instituições ligadas ao caso


Agência Brasil
A Polícia Federal decidiu abrir investigação para apurar se influenciadores digitais foram contratados com o objetivo de promover ataques coordenados contra autoridades e instituições envolvidas no processo de liquidação do Banco Master, com foco especial no Banco Central e em seus diretores. A apuração pretende identificar se houve pagamento pelas publicações e quem teria financiado esse tipo de ação.

A iniciativa ocorre após revelação de reportagem publicada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O GLOBO, na qual dois influenciadores ligados à direita relataram ter recebido propostas para divulgar, em seus perfis nas redes sociais, a narrativa de que o Banco Central teria agido de forma precipitada ao decretar a liquidação da instituição financeira. Os dois disseram ter sido procurados por agências que atuam com influenciadores digitais, mas afirmaram que recusaram as ofertas.

Os influenciadores citados são Rony Gabriel, vereador pelo PL em Erechim (RS), que possui cerca de 1,4 milhão de seguidores, e Juliana Moreira Leite, conhecida nas redes sociais como @jliemilk, que também reúne aproximadamente 1,4 milhão de seguidores.

Paralelamente, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) avalia se um volume considerado atípico de postagens nas redes sociais, registrado no fim de dezembro, caracterizou um ataque coordenado contra a entidade, em meio à repercussão da liquidação do Banco Master. Naquele período, a Febraban divulgou, junto a outras entidades do setor, uma nota pública em defesa da atuação do Banco Central, alertando para a necessidade de preservar a autoridade técnica da instituição para evitar um cenário de instabilidade no sistema financeiro.

Em nota, a Febraban informou que segue analisando se as publicações identificadas naquele intervalo configurariam um ataque organizado, destacando que, nos últimos dias, já foi observada uma redução significativa desse volume incomum de postagens.

O documento em defesa do Banco Central foi assinado também pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Associação Nacional das Instituições de Crédito (Acrefi) e pela associação que representa empresas do setor financeiro e de meios de pagamento, a Zetta. A manifestação contou ainda com o apoio da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin).

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