Treinamento abordou diagnóstico e manejo da cetoacidose diabética em cenário clínico controlado
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| Divulgação/ IgesDF |
Reconhecer rapidamente uma emergência e agir com segurança foi o foco de uma simulação realística de atendimento realizada na tarde desta sexta-feira (30), no Hospital Regional de Santa Maria. A atividade reuniu estudantes de medicina, enfermeiros e técnicos de enfermagem em um treinamento prático voltado ao atendimento de um paciente adulto com cetoacidose diabética, uma das complicações mais graves do diabetes.
A capacitação teve como objetivo orientar os participantes sobre o reconhecimento precoce da condição, o diagnóstico e o manejo adequado do quadro clínico, seguindo protocolos assistenciais e uma ordem clara de prioridades. O treinamento buscou fortalecer a atuação das equipes em situações críticas, inclusive diante do risco de parada cardiorrespiratória, unindo prática clínica, atualização científica e revisão das recomendações da American Heart Association.
A programação foi dividida em duas etapas. A primeira, de caráter teórico, foi conduzida pelo enfermeiro do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal, Aécio Donizetti, que apresentou os principais aspectos da cetoacidose diabética, seus sinais e sintomas, fatores desencadeantes e a importância da identificação precoce. Segundo ele, a simulação teórico-prática aproxima os profissionais da realidade assistencial e contribui para a correta definição de prioridades no atendimento.
Na segunda etapa, os participantes vivenciaram a simulação realística, que estimulou o raciocínio clínico, o trabalho em equipe e a tomada de decisões rápidas e seguras. A atividade também promoveu a troca de experiências e a reflexão sobre boas práticas no cuidado ao paciente em situação de emergência.
Entre os participantes, a estudante de medicina Nicole Xavier, que se deslocou de Formosa (GO) para a capacitação, destacou a importância da experiência prática para a formação profissional. Segundo ela, vivências desse tipo são fundamentais para preparar futuros profissionais para a atuação direta na assistência.
A cetoacidose diabética ocorre, principalmente, em pacientes com diabetes tipo 1, quando o organismo não dispõe de insulina suficiente. Nessas condições, o corpo passa a utilizar gordura como fonte de energia, produzindo substâncias tóxicas que podem levar à rápida piora do quadro clínico. Entre os sintomas mais comuns estão náuseas, vômitos, dor abdominal, sede intensa, cansaço e aumento do volume urinário. Em casos mais graves, podem surgir desidratação, respiração acelerada, pressão arterial baixa e alteração do nível de consciência, exigindo atendimento imediato.
Sem tratamento adequado, a cetoacidose diabética pode evoluir para complicações graves, como distúrbios metabólicos, comprometimento da função renal, coma e até óbito, o que reforça a importância de protocolos bem definidos e do preparo contínuo das equipes de saúde.

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