Entregue em 2023, estrutura reduziu congestionamentos, encurtou deslocamentos e melhorou a qualidade de vida de quem passa pela região
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| Matheus H. Souza/Agência Brasília |
Expressões como “sonho antigo” e “nova realidade” ajudam a definir o impacto do viaduto que liga o Recanto das Emas ao Riacho Fundo II. Entregue pelo GDF em 2023, o elevado se consolidou como uma das principais intervenções viárias da região ao reduzir congestionamentos e facilitar o deslocamento diário de moradores e visitantes.
Para o administrador regional Carlos Dalvan, a obra atendeu a uma demanda histórica da população. Segundo ele, o principal ganho foi a redução significativa do tempo gasto no trânsito, que antes obrigava trabalhadores a saírem mais cedo de casa e chegarem atrasados aos compromissos. Com o viaduto em funcionamento, o fluxo melhorou de forma perceptível.
Executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal, a obra recebeu investimento de R$ 30,9 milhões. A estrutura criou um novo acesso às duas regiões administrativas e melhorou a fluidez no tráfego para quem se desloca entre Gama e Samambaia, nos dois sentidos da via.
A estimativa é de que cerca de 60 mil motoristas utilizem o viaduto diariamente. Entre eles está Guilherme Abreu, funcionário de um posto de combustíveis no Recanto das Emas. Ele relata que o trajeto, antes demorado, ficou muito mais rápido e tranquilo após a liberação da obra.
Outro usuário frequente é o carteiro Célio Sousa, que destaca a economia de tempo como principal benefício. Segundo ele, os congestionamentos constantes ficaram no passado, permitindo mais tempo livre para atividades pessoais e convivência com a família.
Carlos Dalvan reforça que a redução no tempo de deslocamento, que antes podia chegar a 20 minutos apenas para entrar ou sair da região, impactou positivamente também quem depende do transporte público. Para esses usuários, a diminuição do tempo em ônibus lotados trouxe mais conforto e melhorou a rotina diária.
Além do viaduto, o Recanto das Emas recebeu cerca de 9 quilômetros de novas vias com duas faixas, serviços de recuperação asfáltica, implantação de estacionamentos, 12,5 quilômetros de meios-fios e quase 10 mil metros lineares de rede de drenagem para captação da água da chuva. As intervenções incluíram ainda obras de acessibilidade, ciclovias e calçadas, com foco na segurança e no bem-estar de pedestres e ciclistas.
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