Carnaval promovido pelo GDF cresce em público, número de blocos e impacto econômico, com geração de empregos e reforço na segurança
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| Divulgação/SEEC |
O DF Folia 2026 entrou para a história como o maior Carnaval já realizado na capital. Ao longo de quatro dias, cerca de 1,5 milhão de pessoas participaram da festa nas ruas, superando a marca de 1 milhão de foliões registrada no ano passado. O resultado reflete a iniciativa do GDF, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), em parceria com a Associação Artise de Arte, Cultura e Acessibilidade, envolvendo agremiações e brincantes da capital.
O crescimento da folia também aparece no número de blocos. Em 2024, foram 56; em 2025, 65; e, neste ano, 76 agremiações se apresentaram. O investimento acompanhou essa expansão: saltou de R$ 6,2 milhões para R$ 10 milhões. A expectativa é de que o retorno ultrapasse R$ 100 milhões para a economia do DF. Somente durante o período festivo, a movimentação financeira foi estimada em cerca de R$ 75 milhões, considerando um gasto médio de R$ 50 por pessoa.
Segundo o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, o evento reforça o papel estratégico da cultura. “O DF Folia 2026 reafirma uma convicção que temos na Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF: cultura é política pública estruturante, é desenvolvimento e é pertencimento”, afirmou. Ele destacou ainda que cada recurso investido gera impacto direto na economia, com retorno estimado de R$ 3 para cada R$ 1 aplicado, o que representa mais de R$ 30 milhões.
A edição deste ano alcançou 18 regiões administrativas, além dos Territórios Folia na Esplanada dos Ministérios, no Museu Nacional e no Setor Comercial Sul. A descentralização foi um dos principais diferenciais, permitindo que moradores de diferentes regiões participassem da festa sem a necessidade de grandes deslocamentos.
O impacto também foi sentido no mercado de trabalho. Mais de 20 mil oportunidades de emprego foram geradas, sendo 10 mil diretamente nos blocos. Além disso, atuaram brigadistas, seguranças, produtores e ambulantes. “Cada recurso investido retorna em geração de trabalho, renda e fortalecimento das identidades culturais dos nossos territórios”, ressaltou Claudio Abrantes.
Na área da segurança, as forças de segurança realizaram mais de 1,5 milhão de revistas nos acessos aos blocos e às estações de transporte. O resultado foi a apreensão de 459 armas brancas, 595 objetos com potencial de uso como arma e uma arma de fogo. A atuação contou com drones para monitoramento em tempo real, câmeras com reconhecimento facial e reforço nas delegacias, inclusive com ampliação do atendimento pela Delegacia Eletrônica, na Cidade da Segurança Pública.
O Detran-DF realizou cerca de 2,7 mil abordagens, com 133 autuações por alcoolemia. O Corpo de Bombeiros reforçou o efetivo com 1.019 militares e atendeu 230 ocorrências, sendo 46% relacionadas ao consumo excessivo de álcool.
Para o coordenador-geral do DF Folia, Dorival Brandão, a descentralização dos recursos fortaleceu as cadeias produtivas locais. “A descentralização dos recursos garantiu que os próprios blocos pudessem contratar seus fornecedores, estruturar suas equipes e organizar suas cadeias produtivas localmente”, explicou. “Isso fez com que o investimento público circulasse diretamente nas comunidades, gerando trabalho, renda e desenvolvimento cultural.”
A programação do DF Folia segue até 1º de março, com blocos ainda previstos em diversas regiões do DF.

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