Acadêmicos de Niterói recebeu recursos públicos e é acusada por partidos de promover propaganda eleitoral antecipada em favor do presidente
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| Ricardo Stuckert/PR |
A escola de samba Acadêmicos de Niterói terminou na última colocação após levar à avenida um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O desfile, no entanto, ultrapassou o debate carnavalesco e passou a ser questionado na esfera jurídica.
Segundo informações divulgadas, a agremiação recebeu cerca de R$ 1 milhão da Embratur, vinculada ao governo federal, além de recursos adicionais da Prefeitura de Niterói e de outros entes públicos. No total, os valores destinados ao projeto somariam milhões de reais em dinheiro público para a produção do enredo que exaltava diretamente o chefe do Executivo.
Partidos como Novo e Missão acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que houve propaganda eleitoral antecipada — prática vedada antes de julho em ano eleitoral — e possível abuso de poder econômico. As legendas pedem a aplicação de multas e até a suspensão do desfile.
Para os autores da ação, o caso representa um teste à atuação da Justiça Eleitoral, cuja imparcialidade tem sido alvo de críticas nos últimos anos. Também houve apontamentos de que o desfile incluiu críticas veladas a igrejas evangélicas, o que ampliou a controvérsia em torno da apresentação.
O episódio agora aguarda análise da Justiça Eleitoral, que deverá avaliar se houve irregularidade no uso de recursos públicos e na manifestação política realizada durante o evento.

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