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Segurança integrada garante Supercopa sem ocorrências e com público recorde em Brasília

Atuação coordenada das forças de segurança assegurou clima de festa para mais de 71 mil torcedores na Arena BRB Mané Garrincha


 Divulgação/SSP-DF
A atuação integrada da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) e das forças de segurança garantiu tranquilidade dentro e fora de campo durante a Supercopa do Brasil, disputada neste domingo (1º), na Arena BRB Mané Garrincha. Com mais de 71 mil torcedores presentes, a partida entre Flamengo e Corinthians transcorreu em clima de festa, sem registro de conflitos, brigas ou ocorrências graves.

Nos dias que antecederam o jogo, foram realizadas ao menos dez reuniões e visitas técnicas para o planejamento da operação, formalizada por meio de um Protocolo de Operações Integradas (POI). A estratégia contou com a participação das forças de segurança, órgãos do GDF, instituições federais e empresas privadas, com foco na proteção do público, fluidez do trânsito, organização dos deslocamentos e resposta rápida a eventuais situações.

Entre os destaques da operação esteve o acompanhamento e a escolta de torcidas organizadas vindas de outros estados. Mais de 120 ônibus com torcedores do Corinthians e outros dez com torcedores do Flamengo foram monitorados e escoltados ao longo de todo o trajeto, evitando transtornos nas vias e garantindo a segurança dos passageiros.

O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, avaliou que o planejamento e a integração foram decisivos para o sucesso da operação. Segundo ele, o DF demonstrou capacidade de receber eventos de grande porte com organização, respeito ao cidadão e segurança, permitindo que o torcedor fosse ao estádio e retornasse para casa com tranquilidade.

Dentro e no entorno da arena, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) atuou de forma ostensiva e preventiva. De acordo com o subsecretário de Operações Integradas, Carlos Melo, o trabalho foi baseado em inteligência, integração e presença territorial, com monitoramento de deslocamentos, escolta de caravanas e equipes preparadas para resposta imediata. Para ele, a ausência de ocorrências graves em um evento desse porte reforça a eficiência do modelo adotado no DF.

A tecnologia também teve papel central na operação. Pela primeira vez em um evento dessa dimensão, foi utilizado o sistema de identificação por biometria facial para acesso ao estádio, contribuindo para reduzir tentativas de fraude e agilizar a entrada do público. Com ajustes realizados ao longo do evento, cerca de 20 a 30 minutos antes do início da partida já não havia filas do lado de fora da arena.

Mais de 600 câmeras de videomonitoramento, integradas ao Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), permitiram o acompanhamento em tempo real e a tomada rápida de decisões. Na área externa, uma cidade policial reuniu representantes das forças de segurança e de diversos órgãos públicos, fortalecendo a coordenação das ações.

O porta-voz da PMDF, Raphael Broocke, destacou que o planejamento antecipado e o foco na prevenção foram fundamentais para garantir um ambiente seguro do início ao fim. Além do policiamento, houve revista pessoal nos acessos e fiscalização rigorosa de itens proibidos, como fogos de artifício, sinalizadores, objetos perfurocortantes, garrafas de vidro, drones não autorizados e materiais com conteúdo ofensivo.

Para o gerente de Segurança da Arena BRB, Márcio Vasconcelos, a operação foi um sucesso e serviu como teste importante para futuros eventos. Ele ressaltou a bilhetagem 100% digital, o fluxo ágil de entrada, o comportamento do público e a atuação integrada dos órgãos, fatores que garantiram um espetáculo esportivo com estádio lotado e clima de paz do início ao fim.

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