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Startup do DF participa de programa internacional e leva inovação brasileira ao cenário global

Iniciativa conecta pesquisadores, mercado e tecnologia, com apoio do Biotic e instituições internacionais


 Divulgação/Biotic
O Parque Tecnológico de Brasília (Biotic) sediou, nesta semana, mais uma etapa do programa internacional Leaders in Innovation Fellowships (LIF Global), reunindo pesquisadores brasileiros em torno de um desafio baseado em uma solução tecnológica desenvolvida por uma startup do Distrito Federal.

A empresa escolhida para representar o Brasil foi a Polus, startup especializada em soluções inteligentes para gestão e controle de sistemas de refrigeração industrial. A indicação foi feita pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O programa integra uma rede global presente também em países como Índia e Colômbia, promovendo a conexão entre ciência, empreendedorismo e mercado.

Criado pela Royal Academy of Engineering, do Reino Unido, o LIF Global tem como objetivo apoiar pesquisadores na transformação de tecnologias em negócios de impacto. Com duração aproximada de sete meses, a iniciativa oferece treinamentos, mentorias e conexões internacionais, incluindo etapas nos países participantes e uma fase final no Reino Unido, onde os projetos são apresentados a investidores e especialistas. No Brasil, o programa conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), responsável pela seleção dos participantes.

“Estar no LIF Global posiciona a Polus em um ambiente internacional de inovação, aproximando a empresa de pesquisadores, instituições e oportunidades que podem acelerar o desenvolvimento da nossa solução e sua expansão para outros mercados”, afirmou o CEO da startup, Luiz Filipe Guerra.

Durante a atividade no Biotic, os participantes — selecionados pelo CNPq — foram desafiados a analisar dados reais da operação da empresa para identificar ineficiências em sistemas de refrigeração, considerados uma das principais fontes de custo energético da indústria. A proposta aproximou a pesquisa científica de aplicações práticas no mercado.

“Ter acesso à visão de empreendimento e à capacidade de proposição de soluções que a Polus possui foi uma oportunidade única”, destacou Rauber Daniel Pereira, da Loreto Pesquisa e Desenvolvimento.

Antes da etapa prática, os pesquisadores conheceram o ecossistema de inovação do DF, com visita ao Biotic e contato com startups formadas por jovens empreendedores que atuam no desenvolvimento de soluções tecnológicas e geração de negócios.

Fundada por ex-alunos da Universidade de Brasília (UnB), a Polus evoluiu de uma solução inicial de medição de energia para uma empresa referência nacional no controle inteligente de sistemas de refrigeração industrial. Atualmente, a startup utiliza inteligência artificial para monitorar e otimizar remotamente centenas de câmaras frias em 15 estados brasileiros, contribuindo para ganhos de eficiência energética, segurança operacional e sustentabilidade.

Além das atividades no Brasil, o programa prevê novas etapas voltadas ao desenvolvimento dos participantes. Os pesquisadores deverão apresentar seus próprios negócios em um evento com representantes da Embaixada Britânica e do CNPq antes de avançarem para a fase internacional.

“Quando conectamos pesquisadores a problemas reais de startups, aceleramos a transformação do conhecimento em soluções de impacto”, afirmou o presidente do Biotic, Gustavo Dias Henrique.

Voltado a projetos em estágio inicial, o programa busca impulsionar o amadurecimento de iniciativas por meio da integração entre ciência, mercado e oportunidades globais. A realização da etapa no DF reforça o papel do Biotic como um dos principais polos de inovação do país, projetando soluções brasileiras no cenário internacional.

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