No 6º Brasília Summit, a governadora apresentou a nova Secretaria de Governança Digital e Integração e pediu mudança no eixo econômico para reduzir a dependência do funcionalismo público
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| Paulo H. Carvalho/Agência Brasília |
O GDF deu um passo administrativo para modernizar a máquina pública ao criar, em 10 de abril, a Secretaria de Governança Digital e Integração, medida apresentada pela governadora Celina Leão no painel de abertura do 6º Brasília Summit — Eficiência na Gestão Pública, realizado em 15 de abril no Brasília Palace Hotel. A iniciativa tem como objetivo integrar sistemas, concentrar a transformação digital e fortalecer a prestação de serviços ao cidadão.
Segundo a chefe do Executivo, a reestruturação concentra em uma única pasta as ações relativas a tecnologia, inovação e serviços digitais, com foco na unificação de sistemas e na integração de dados governamentais. A gestão espera que a nova secretaria ofereça base técnica mais consistente para a formulação de políticas públicas e para agilizar procedimentos administrativos.
Celina Leão apontou a fragmentação de sistemas entre secretarias como um entrave à eficiência. Para a governadora, a dificuldade de transformar informação em decisão tem comprometido respostas do Estado e aumenta a probabilidade de erro na gestão. “Uma tomada de decisão sem dados, para o gestor público, é uma grande probabilidade de erros”, afirmou no evento, defendendo critérios técnicos para ocupantes de cargos no Executivo.
No âmbito econômico, a governadora vinculou a modernização administrativa à necessidade de diversificar a base produtiva do DF. Ela defendeu a atração de setores de maior valor agregado — como tecnologia, economia limpa, economia verde e bioinsumos — para promover crescimento e reduzir a dependência do emprego público como principal motor econômico da capital.
A fala de Celina Leão, durante o painel promovido pelo Lide em parceria com o Correio Braziliense, destacou a combinação entre governança digital e política econômica como eixo estratégico para aumentar eficiência e transparência. A perspectiva anunciada é de um DF mais ágil e com mecanismos de gestão alinhados aos dados, com ganhos institucionais e maior capacidade de resposta à população.

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