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GDF leva curso de programação a 148 alunas em internato de Santa Maria para reduzir desigualdade de gênero na tecnologia

Iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em parceria com instituto oferece formação gratuita, hackathons e encaminhamento para mercado com investimento de R$ 1,49 milhão


Alunas do internato da Escola Vila das Crianças participam de atividade prática do Programadores de Futuro em Santa Maria.
https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/w/programa-programadores-de-futuro-leva-tecnologia-a-meninas-acolhidas-em-internato-de-santa-maria
O Governo do Distrito Federal implantou o programa Programadores de Futuro para 148 estudantes do internato de ensino médio da Escola Vila das Crianças, em Santa Maria, com o objetivo de ampliar o acesso de jovens em situação de vulnerabilidade ao universo digital e reduzir a desigualdade de gênero na área de tecnologia.

Coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) em parceria com o Instituto Formando Campeões para a Vida, o curso gratuito combina aulas teóricas e práticas projetadas para abrir portas profissionais e conectar as alunas a oportunidades no setor tecnológico.

As residentes do internato, que recebem ensino em período integral e vêm de diferentes estados do país, receberam o projeto como uma possibilidade concreta de ampliar horizontes e transformar realidades familiares. Representantes da instituição destacaram a motivação das jovens em conquistar espaço no mercado e construir um futuro melhor.

Esta é a segunda edição do Programadores de Futuro, que passou por diversas regiões do DF e evoluiu em metodologia e alcance. A coordenação afirma que o modelo atual privilegiou a descentralização — levando instrutores e conteúdo até unidades parceiras — e incorporou dinâmicas como hackathons para fortalecer competências práticas e a postura profissional das participantes.

Voltado a adolescentes e jovens de 13 a 21 anos, com prioridade para estudantes da rede pública e moradores de áreas mais vulneráveis, o curso acontece em laboratórios de informática cedidos por escolas e instituições parceiras. As aulas são presenciais, ocorrem entre duas e cinco vezes por semana e têm duração média de três a quatro horas por encontro.

Além das aulas de programação, o programa oferece acompanhamento pedagógico, materiais de apoio, avaliações e preparação para etapas como competições finais e encaminhamentos para estágio. A seleção das vagas é feita por inscrição online, considerando demanda, disponibilidade de polos e critérios de prioridade socioeducacionais.

O investimento público destinado ao projeto soma R$ 1.489.999,26, proveniente de emenda parlamentar, e a iniciativa mantém articulação com instituições locais que disponibilizam infraestrutura e apoio logístico. A expectativa dos organizadores é consolidar as turmas e ampliar gradualmente o alcance das ações para fortalecer a presença feminina no mercado de tecnologia.

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