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Hospital da Criança de Brasília corta pela metade tempo de liberação de leitos com higienização eletrostática e gestão digital

Adoção de desinfecção por indução, testes microbiológicos e registros via QR Code acelerou entrega de UTI e internação e reduziu consumo de papel em 180 mil folhas por ano


Equipamento de desinfecção por indução eletrostática em uso no Hospital da Criança de Brasília.
Hospital da Criança de Brasília/SES-DF
Um conjunto de inovações em limpeza e logística hospitalar permitiu ao Hospital da Criança de Brasília José Alencar reduzir em cerca de 50% o tempo médio necessário para liberar um leito, passando de 42 para aproximadamente 20 minutos. O programa, iniciado em maio de 2025, combina equipamentos de desinfecção eletrostática, monitoramento microbiológico e uma plataforma digital de registros que transforma procedimentos de apoio em instrumento estratégico para a assistência.

A desinfecção por indução eletrostática tornou-se peça central do novo protocolo: o equipamento pulveriza partículas carregadas eletricamente do desinfetante, alcançando frestas e áreas de difícil acesso em cerca de cinco minutos, o que agiliza a entrega do leito sem comprometer o padrão sanitário. Paralelamente, a unidade incorporou luminômetros portáteis para medir carga microbiana em superfícies de alto toque — caso os níveis ultrapassem o limite preestabelecido, a higienização é refeita imediatamente, garantindo controle efetivo de infecção.

Na gestão documental, o hospital substituiu checklists em papel por um sistema digital acessível via QR Code afixado em todos os ambientes. A mudança eliminou o uso estimado de 180 mil folhas por ano apenas com registros de limpeza e passou a fornecer dados auditáveis em tempo real, exibidos em painéis de controle que permitem identificar gargalos e realocar equipes conforme a demanda.

Além das tecnologias de desinfecção, houve mudanças nos insumos e nos procedimentos operacionais: borrifadores e panos foram substituídos por lenços umedecidos com peróxido de hidrogênio 4D, reduzindo riscos de inalação e desperdício. A logística também foi aprimorada com lacres de segurança para resíduos e produtos específicos, medidas que protegem tanto os profissionais quanto pacientes sensíveis, como crianças em tratamento oncológico.

Os gestores ressaltam que as ações de higienização integram a estratégia de combate à resistência antimicrobiana, apontada por organizações internacionais como uma das maiores ameaças à saúde pública. Médicos infectologistas do serviço de controle de infecção afirmam que sem limpeza eficaz e testes contínuos, protocolos assistenciais perdem efetividade, já que microrganismos multirresistentes se mantêm em superfícies hospitalares.

As mudanças também alcançaram a hotelaria e a experiência do usuário: novos enxovais com personagens infantis, um aplicativo de mensagens para comunicação direta com a Central de Hotelaria e atendimento personalizado na admissão permitem ajustar o kit de acordo com a necessidade real, reduzindo processamento desnecessário de roupas e prolongando a vida útil do material. Segundo a administração, essas ações geram economia aos cofres públicos e tornam a rotina menos desgastante para as equipes.

A instituição, já certificada com o selo de Acreditado com Excelência (Ona 3), afirma que a combinação de tecnologia, sustentabilidade e capacitação profissional resultou em maior produtividade sem sobrecarga de funcionários, aumento do engajamento e avanço na segurança do paciente. Para a direção, cada minuto ganho na higienização significa mais tempo de cuidado direto para crianças e adolescentes que dependem do atendimento.

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