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Ibaneis pede ao STF arquivamento de inquérito sobre atos de 8 de janeiro

Pedido foi protocolado no STF na tarde desta quinta. Defesa do governador alega que denúncia da PGR contra PMs e relatório do interventor não incriminaram Ibaneis


Renato Alves/ Agência Brasília
A defesa do governador Ibaneis Rocha (MDB) pediu, na tarde desta quinta-feira (31/8), o arquivamento do inquérito que investiga uma suposta omissão do chefe do Executivo local nos atos golpistas de 8 de janeiro. O documento foi enviado ao relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No documento de nove páginas, os representantes do governador fazem uma linha do tempo desde o 8 de janeiro, demonstrando a colaboração de Ibaneis nas investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). “O peticionante, portanto, fez tudo que estava dentro do seu alcance e da sua alçada”, escreveram os advogados.

“No dia 13 de janeiro, menos de uma semana após os fatos e antes da instauração do presente inquérito, o peticionante foi ouvido perante a autoridade policial e esclareceu todas as providências adotadas e a sucessão de fatos que levaram ou contribuíram para a tragédia do dia 8 de janeiro”, assinalaram os advogados, sobre o episódio em que Ibaneis foi espontaneamente à PF prestar depoimento.

Os representantes do governador ainda citaram que, na denúncia oferecida pela PGR contra sete policiais militares, o próprio governador foi arrolado como testemunha. “Além do mais, na cota de oferecimento da referida denúncia, foram colacionados trechos do depoimento prestado pelo Peticionante, dentre os quais a afirmação de que tinha plena confiança na atuação da PMDF e de que a falta de resistência o surpreendeu e o levou a acreditar na ocorrência de sabotagem”, disseram.

Ao fim, citando todas as informações da investigação, além do relatório do ex-interventor Ricardo Cappelli e da denúncia da PGR, os advogados pedem o arquivamento do inquérito policial, já que não foi comprovado nenhum crime contra o governador.

O pedido deverá ser analisado pela própria PGR, antes da decisão de Moraes.

Retorno ao cargo

Após ficar 66 dias afastado do cargo de governador, Ibaneis retornou ao Palácio do Buriti em 16 de março. À época, agradeceu a decisão de Moraes, e reiterou a confiança na Justiça. "Aguardei com muita paciência, resiliência e confiança na justiça do meu país esse momento de retorno ao cargo que assumi pela vontade do povo do Distrito Federal, que me elegeu em primeiro turno para um segundo mandato. Agora é seguir firme confirmando a minha inocência junto ao STF e trabalhar ainda mais pela cidade que tanto amo”, afirmou o governador após receber a notícia.

Durante o período, a vice Celina Leão ocupou o cargo de governadora. Ele já foi lançada por Ibaneis para ser a candidata ao Buriti, em 2026.


Com informações do Correio Braziliense - Pablo Giovanni

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