Estoque atende demanda estimada de 40 mil pessoas nas mais de cem salas de vacina da rede pública
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| Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF |
A Secretaria de Saúde do DF recebeu, nesta segunda-feira (26), um lote com 50 mil doses da vacina contra a febre amarela. O quantitativo é suficiente para atender toda a população que procurar o imunizante nas mais de cem salas de vacinação distribuídas pelo DF, com estimativa de cerca de 40 mil pessoas aptas a receber a dose.
De acordo com a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, a vacinação é fundamental para a prevenção da doença, que pode evoluir para quadros graves. Ela ressalta que a febre amarela pode levar ao óbito, inclusive em situações em que os sintomas iniciais não são evidentes.
A doença pode se manifestar de forma assintomática, mas os sinais mais comuns incluem dor de cabeça e no corpo, febre, calafrios, perda de apetite, náuseas, olhos avermelhados, cansaço, fraqueza e sensibilidade excessiva à luz. Em casos mais graves, pode haver dores abdominais associadas a lesões no fígado, com aparecimento de coloração amarelada na pele e nos olhos, além de risco de insuficiência renal e morte.
O DF registrou um caso de febre amarela em 2015, dois em 2017, três em 2018, três em 2021 e dois em 2022. Em 2025, houve a confirmação de um caso em pessoa infectada fora da capital federal, no estado do Tocantins. Desde setembro do ano passado, a SES-DF mantém alerta para possíveis ocorrências da doença em razão da morte de macacos e micos em Goiás. Esses animais não transmitem a febre amarela, mas funcionam como indicadores da circulação do vírus.
O esquema vacinal varia conforme a faixa etária. Crianças de 9 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias devem receber uma dose aos 9 meses e um reforço aos 4 anos. Crianças a partir de 5 anos que tenham recebido apenas uma dose antes dessa idade precisam completar o esquema com reforço. Para pessoas entre 5 anos e 59 anos, 11 meses e 29 dias, a recomendação é uma dose única. Já pessoas com 60 anos ou mais podem ser vacinadas mediante solicitação médica, após avaliação individualizada de risco e benefício.
No caso de gestantes e mulheres que amamentam crianças menores de 6 meses, a vacinação é indicada apenas quando residem ou se deslocam para áreas com circulação confirmada do vírus, sempre após avaliação de profissionais de saúde.
Pessoas com histórico de alergia a ovo de galinha ou gelatina devem passar por avaliação médica antes da imunização. Nesses casos, a aplicação da vacina é recomendada no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), localizado no Hospital Materno Infantil de Brasília.
Quem estiver vacinado pode emitir gratuitamente o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia, exigido por alguns países para entrada em seus territórios. O documento não possui prazo de validade.
Para quem não sabe se já recebeu a vacina, a orientação da SES-DF é levar um documento de identificação e a caderneta de vacinação. No entanto, a ausência do cartão não impede o atendimento. Segundo a médica Gabriela Villar, da Coordenação de Atenção Primária à Saúde da secretaria, as equipes buscam o histórico nos sistemas disponíveis e, quando não há registro, avaliam a situação junto ao usuário para decidir sobre a aplicação da vacina.

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