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Supercopa Rei terá ato coletivo contra o racismo antes de Flamengo x Corinthians

Torcedores, atletas e arbitragem vão erguer cartões vermelhos no Mané Garrincha em protesto contra a discriminação racial


 Jhonatan Vieira/Sejus-DF
A decisão da Supercopa Rei entre Flamengo e Corinthians, neste domingo (1º/2), às 16h, na Arena BRB Mané Garrincha, em Brasília, será marcada por uma manifestação coletiva contra o racismo. Com público estimado em 70 mil pessoas, o estádio receberá a campanha Cartão Vermelho para o Racismo, que propõe um gesto simbólico de conscientização antes do início da partida.

Antes do apito inicial, servidores da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal vão distribuir cartões vermelhos nas entradas do estádio. Em seguida, torcedores, jogadores, comissões técnicas e a equipe de arbitragem levantarão os cartões simultaneamente, formando um minuto de protesto contra qualquer forma de discriminação racial.

A ação também será exibida nos telões e em peças de comunicação visual da arena, reforçando a mensagem de tolerância zero ao racismo e de valorização da diversidade. A iniciativa utiliza um dos símbolos mais conhecidos do futebol como instrumento de mobilização social.

Criada pela Sejus-DF em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol, a campanha estreou em maio de 2025, em partida realizada no próprio Mané Garrincha, e desde então passou por estádios de diferentes regiões do país. O gesto já foi repetido em jogos do Campeonato Candango, da Copa do Brasil, de várias divisões do Campeonato Brasileiro e do Campeonato Brasileiro Feminino Sub-17, sempre com adesão de atletas, árbitros e torcedores.

Em Belém, mais de 45 mil pessoas participaram da ação durante o clássico entre Remo e Paysandu, ampliando o alcance nacional da mobilização antirracista.

Idealizadora da iniciativa, a secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, afirma que a proposta é transformar o futebol em um espaço permanente de conscientização. “Esse acordo com a CBF firma o compromisso do futebol em abrir espaço para falarmos de igualdade racial. Em todas as comunicações nos estádios, a mensagem será a mesma: cartão vermelho para o racismo”, declarou.

O presidente da CBF, Samir Xaud, destacou o papel social do esporte. “O futebol é de todo mundo e não aceita mais esse tipo de atitude. Temos que ser duros contra o racismo e fazer essa mensagem chegar a todo o país”, afirmou.

Na quinta-feira (29), o Diário Oficial do DF publicou o extrato do Acordo de Cooperação Técnica entre o GDF, por meio da Sejus-DF, e a CBF. O documento oficializa a realização da campanha em competições organizadas pela entidade, como Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Brasileirão Feminino A-1 e Copa do Brasil Feminina.

Assinado em agosto de 2025 pelo governador Ibaneis Rocha, o acordo tem vigência até 2027 e consolida a iniciativa como política permanente de enfrentamento ao racismo nos estádios. A parceria integra a Política Distrital de Prevenção e Combate ao Racismo nos Estádios, instituída pela Lei Vinícius Júnior, e estabelece ações contínuas de comunicação, mobilização do público e promoção de práticas antidiscriminatórias no futebol brasileiro.

Com isso, o ato de erguer o cartão vermelho deixa de ser uma ação pontual e passa a integrar o calendário oficial do esporte, levando a mensagem de respeito, diversidade e tolerância zero ao racismo a milhões de torcedores em todo o país.

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