Page Nav

HIDE

BANNER TOPO

Arruda gasta quase R$ 40 mil em três meses para tentar limpar sua imagem no DF

Mesmo inelegível, ex-governador aposta em impulsionamento nas redes enquanto passado político volta ao debate


Arquivo/Agência Brasil
Mesmo ainda inelegível e à espera de uma decisão do STF, José Roberto Arruda (PSD) intensificou sua presença digital e investiu cerca de R$ 39,7 mil em anúncios nas redes sociais nos últimos três meses. O valor, destinado a campanhas com alcance em todo o DF, chama atenção por superar a renda anual de muitos trabalhadores da capital.

A estratégia evidencia uma tentativa clara de reposicionamento político por meio da exposição massiva. No entanto, o movimento ocorre em meio a um histórico que ainda pesa na memória do eleitorado do DF.

Ao longo da carreira, Arruda esteve envolvido em episódios que marcaram a política local e nacional. Em 1993, foi convocado a depor na CPI do Orçamento, sob acusação de receber vantagens indevidas ligadas a obras do metrô. Anos depois, mesmo após seguir avançando politicamente, sua trajetória foi profundamente impactada por escândalos.

O ponto mais crítico ocorreu em 2010, quando, já no comando do DF, foi preso durante a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal — tornando-se o primeiro governador de Brasília a ser detido no exercício do cargo. O episódio consolidou uma imagem negativa que ainda hoje acompanha seu nome.

Apesar disso, Arruda tenta retomar espaço político e reconstruir sua imagem junto ao eleitorado. O alto investimento em publicidade digital indica uma aposta direta na visibilidade para reverter a rejeição.

Ainda assim, a estratégia levanta um questionamento inevitável: até que ponto anúncios conseguem apagar um passado que segue vivo na memória política do DF.

Nenhum comentário

Campanha