Fiscalização mira origem, selo sanitário e armazenamento dos produtos, enquanto o DF mantém 12 agroindústrias de pescado com registro ativo no Serviço de Inspeção Distrital
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| Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília |
A alta no consumo de peixe durante a Semana Santa levou a Seagri-DF a reforçar a fiscalização sanitária sobre a entrada, o processamento e a venda de pescado no DF, em uma ação voltada a reduzir riscos ao consumidor e coibir mercadoria irregular.
Segundo o secretário Rafael Bueno, produtos vindos de outros estados precisam circular com selo do Sisbi-SIF, enquanto o pescado produzido no DF deve ter identificação da Dipova. A orientação do governo é que o consumidor dê preferência a estabelecimentos registrados na Secretaria de Agricultura ou na Vigilância Sanitária.
Nas inspeções, as equipes verificam condições higiênico-sanitárias, estrutura das instalações, controle de temperatura, qualidade da água, boas práticas de fabricação, rastreabilidade da matéria-prima e situação de saúde dos trabalhadores envolvidos no processamento.
A pasta também intensificou barreiras de entrada, visitas a unidades registradas e ações contra a venda clandestina em feiras e em veículos estacionados às margens de rodovias. O objetivo é impedir que produto sem inspeção chegue ao consumidor em um período de maior demanda.
A capital conta hoje com 12 agroindústrias de pescado com registro ativo no SID, o que, segundo a secretaria, garante controle oficial antes da chegada do produto a feiras e mercados.
Na Ponte Alta do Gama, o produtor Guilherme Pereira, de 32 anos, diz que chega a dobrar o número de funcionários na Quaresma para acompanhar a procura por tilápia e que a preparação da oferta começa cerca de um ano antes, com manejo dos tanques e povoamento da produção.

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