Page Nav

HIDE

BANNER TOPO

Teleconsulta nas UPAs do DF registra 18,9 mil atendimentos e desafoga equipes presenciais

Programa do GDF, operacionalizado pelo IgesDF, atende casos de baixa complexidade em 10 UPAs e será ampliado para Núcleo Bandeirante e Riacho Fundo


Teleconsulta nas UPAs do DF registra 18,9 mil atendimentos e desafoga equipes presenciais
Foto: Alberto Ruy/IgesDF

O GDF implementou, em 13 de maio de 2025, um modelo de teleconsulta nas unidades de pronto atendimento (UPAs) como medida administrativa para reduzir o tempo de espera e otimizar a alocação de profissionais. Segundo dados do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), a iniciativa resultou em 18,9 mil atendimentos por vídeo registrados até 25 de março de 2026, com efeitos diretos na capacidade de resposta das unidades.

Atualmente, o serviço está disponível em dez UPAs: Vicente Pires, Gama, Ceilândia II, Samambaia, Paranoá e Brazlândia (atendimento para adultos); Recanto das Emas e Sobradinho (crianças e adolescentes); e Ceilândia I e São Sebastião (todas as faixas etárias). O GDF anunciou que, nas próximas semanas, o modelo será estendido para as unidades do Núcleo Bandeirante e do Riacho Fundo, ampliando o escopo do atendimento remoto na rede de urgência e emergência.

Os indicadores administrativos apontam adesão de aproximadamente 31,6% entre os pacientes classificados como de baixo risco (pulseira verde) e resolução remota em mais de 87% desses casos, sem encaminhamento para consulta presencial. Amandha Roberta, chefe do Núcleo de Inovação e Saúde Digital do IgesDF, destaca que a teleconsulta foi concebida para enfrentar a busca recorrente da população por atendimento presencial em situações de menor gravidade, reduzindo filas e o risco de agravamento clínico que pressiona o sistema.

Na prática operacional, o fluxo começa na triagem de enfermagem: pacientes classificados como verde, quando o quadro permitir, podem optar pela teleconsulta mediante consentimento formal. Eles são encaminhados a uma sala específica dentro da própria UPA para atendimento por vídeo com médico da central remota, enquanto um técnico de enfermagem permanece presencialmente para assistência técnica e acompanhamento clínico. Se houver necessidade de medicação ou exames, o suporte é realizado pela equipe local.

A implementação da teleconsulta tem impacto direto na priorização do atendimento presencial: com os casos de baixa complexidade tratados remotamente, as equipes nas UPAs ficam direcionadas a urgências e emergências de maior gravidade — como convulsões ou AVC —, o que contribui para otimizar o uso de recursos e reduzir reclassificações que exigem maior consumo de infraestrutura e insumos.

No contexto da rede pública, as UPAs funcionam 24 horas, ofertando exames laboratoriais, raio‑x, medicação e estabilização com encaminhamento a hospitais quando necessário. Desde 2019, o GDF construiu sete UPAs e outras seis estão em construção, reforçando a estratégia de ampliação da capacidade de atendimento. Paralelamente, as unidades básicas de saúde (UBSs) mantêm o papel de porta de entrada para ações de prevenção e controle de doenças crônicas, com serviços e informações disponíveis pelo portal InfoSaúde DF.

Nenhum comentário

Campanha