Única unidade pública do DF reconhecida pelo programa UTIs Brasileiras; premiação avalia qualidade assistencial e uso adequado de recursos
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| Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF |
A certificação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Região Leste (HRL) representa um avanço na gestão pública da saúde do DF, ao validar práticas que unem qualidade clínica e racionalização de recursos. O reconhecimento reforça a capacidade administrativa da Região de Saúde Leste de implementar protocolos e processos que impactam diretamente a segurança do paciente e a eficiência do serviço público.
A distinção concedida no mês passado pela iniciativa UTIs Brasileiras — programa da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) em parceria com a Epimed Solutions — colocou a UTI do HRL entre as unidades classificadas como 'UTI Eficiente'. Trata-se de um selo nacional destinado a unidades que demonstram desempenho e qualidade no atendimento de pacientes críticos, sem prejuízo ao uso responsável de insumos e leitos.
No ciclo de 2025, o programa monitorou cerca de 800 hospitais; 332 foram reconhecidos por seus resultados e 115 alcançaram a categoria UTI eficiente. O período também registrou crescimento de 29,3% na participação de unidades públicas entre as reconhecidas, subindo de 58 para 75 hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Esses números indicam movimento de melhoria no setor público em nível nacional.
A administração local atribui a conquista a fatores organizacionais: gestão participativa, protocolos estabelecidos e equipe multidisciplinar engajada. Para Maria de Lourdes Castelo Branco, superintendente da Região de Saúde Leste, o selo é "o reconhecimento de uma equipe que se dedica a oferecer o melhor atendimento ao usuário do SUS, com foco na excelência da assistência". O chefe da UTI, Sidney Sotero, ressalta o papel do trabalho coletivo e dos processos de melhoria contínua como pilares do desempenho alcançado.
Entre os indicadores avaliados pelo programa, a mortalidade ajustada é destacada pela coordenação do HRL: segundo Sidney Sotero, a taxa na UTI do hospital é de aproximadamente 0,5, o que, na prática, significa que, a cada dois pacientes com expectativa de óbito, apenas um vem a falecer — resultado que a equipe interpreta como reflexo da qualidade da assistência. Criado em 2015, o programa UTIs Brasileiras funciona como um grande banco de dados epidemiológicos que monitora ocupação, número de leitos e desfechos clínicos, subsidiando políticas e ações de gestão em terapia intensiva.

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